O que guardei no olhar
- Amanda Fraga
- 16 de ago. de 2015
- 1 min de leitura
Atualizado: 9 de mar. de 2025

Se eu pudesse compartilhar, apenas por um instante, tudo o que já vivenciei, talvez outras pessoas se encantassem com a beleza da vida tanto quanto eu.
Se eu pudesse mostrar ao mundo as misérias nos leitos com os quais já me deparei, talvez o homem soubesse conservar mais o bem-estar em suas vidas.
Se eu pudesse fotografar as aves avistadas em pleno céu azul, talvez todos admirassem a virtude de seu voo.
Se eu pudesse mostrar aos adultos a sorte da ingenuidade no olhar de uma criança, talvez fôssemos mais sensíveis à malícia em nossos olhos.
Se eu pudesse apresentar ao meu semelhante as belas paisagens, ações e mensagens de luz escondidas em minha retina, talvez a humanidade, com todo seu poder de generosidade, iluminasse a escuridão do nosso individualismo.
Se eu pudesse convidar a todos(as) para analisar o que guardei no olhar, talvez compreendessem que a pior ausência não é a da morte, mas aquela que, ainda vivos, é como se não estivéssemos.
Mas sabendo eu da possibilidade de a humanidade transformar suas próprias histórias, incentivarei a cada um(a) a construir a sua melhor versão. Desafiarei o meu semelhante a potencializar a grandeza deste mundo, repleto de quebra-cabeças, para montá-los sem pressa, até encaixar a última peça aproveitando as suas escolhas e os preciosos momentos de sua existência.


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