A arte de escrever
- Amanda Fraga
- 5 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de fev.
Escrever pode não ser terapia, mas, para mim, é terapêutico. Ao escrever, sinto-me livre para brincar com as palavras, compartilhar pensamentos, contar histórias e expressar sentimentos, esvaziando-me de tudo o que me corrói por dentro. É como se eu pudesse ser eu e, ao mesmo tempo, um pessoa tão diferente de mim... Nesse universo sério e brincante, tão real e fictício, mergulho nos textos em prosa ou em versos que, esculpidos como uma escultura, ganham contornos singulares.
Através da escrita eu me esvazio de mim para preencher as muitas linhas com aquilo que me cabe. São registros que mais parecem gritos ecoando as vozes de minh'alma! Ao inserir o ponto final, sinto-me aliviada, como se amenizasse o fardo de carregar muitas coisas impregnadas – nem sempre confortáveis de falar, mas, felizmente, possíveis de escrever.
A escrita é como um jogo segundo o qual envolve delicadeza, mas também intensidade. É como uma bailarina em cima de um palco, que, com seus passos de extrema doçura e leveza, interpreta uma personagem envolvendo cenas de drama, euforia, alegria, tristeza, ódio, amor... É como entregar-se a um Carnaval sem fim; como Bossa Nova que se inicia com João Gilberto e se encerra com Tom Jobim; como uma poesia que provoca emoções dentro de mim!
Escrever é uma arte segundo a qual agrega valor aos meus dias. E eu tenho grande satisfação em ser uma idealizadora, escritora, protagonista – e por que não dizer uma artista? – que usufrui deste espaço como estratégia para reelaborar-se, contribuindo com a regulação de suas emoções. Assim, componho as páginas de um livro cujas histórias, em seus mais variados enredos, gêneros, tramas e cenários, apresentam uma linha tênue entre o real e o imaginário. Através da escrita tenho a oportunidade de reinventar-me, fazendo deste lugar um ponto de equilíbrio, de expressão da minha voz e de uma suposta realidade.


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