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  • Foto do escritor: Amanda Fraga
    Amanda Fraga
  • 20 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de fev.


Tudo seria mais fácil se fôssemos mais constantes e menos feitos de instantes; se fôssemos mais sinceros uns com os outros, mais fiéis aos nossos sentimentos e menos propensos à idealização da perfeição. Poderia ter sido mais fácil, também, se eu tivesse estabelecido maiores limites e encerrado aquele ciclo quando há muito deveria. Até tentei me preservar, porém deixei-me levar pelo pensamento de que precisava estar aberta ao novo e dar uma "outra chance para o amor".

Depois de tudo, foi difícil aceitar que você não é a pessoa que um dia imaginei que fosse – não porque escolheu seguir outros caminhos, mas por me mostrar que suas atitudes não condiziam com seus discursos. Por sinal, palavra você não tem, porque tu sabes bem: não teve coragem de cumprir metade daquilo que se comprometeu.

Para azar o meu e sorte a sua, quando se foi você abalou as minhas estruturas e presumi a sua plenitude por usufruir daquilo que um dia cogitei construir ao seu lado. Mas, por sorte minha e azar o teu, eu também me libertei daquela ilusão, pois estava presa a uma miragem que enganava a minha cabeça e alimentava o meu coração.

Agora, retirei as vendas que me impediam de enxergar exatamente aquilo de que tanto precisava. Isso foi importante para seguir o meu caminho com passos cada vez mais firmes em direção ao reencontro e à reconexão comigo mesma – porque, quando todos se vão, eu permaneço, logo, sou a única que posso de fato me acolher. E assim tenho redirecionado o meu olhar para a atenção aos meus sentimentos e à valorização de quem sou, para partilhar o melhor de mim com quem realmente merece caminhar ao meu lado.

Mas por que não você, que no início mostrou-se tão diferente do que hoje parece ser? Não aguardo mais por essa resposta, pois além de cansar de esperar por ela, estou farta de imergir em relações rasas e efêmeras, que do nada nos despertam um frio na barriga e, em pouco tempo, se encerram com uma decepção devastadora, levando todas as expectativas.

Ainda hoje, sigo recolhendo os meus próprios cacos, porque existem camadas mais profundas – nem sempre ao alcance de meus olhos. É um processo trabalhoso, doloroso e solitário, porque ao mesmo tempo em que posso me ferir com pedaços de mim espalhados pelo chão, rumino as motivações pelas quais me coloquei neste cenário e posição de autodestruição.

Mas existem mesmo coisas que ninguém fará por nós – catar os nossos estilhaços é uma delas. Por isso tenho aprendido que, com a sabedoria, a paciência e o cuidado necessários, eu posso aos poucos ir me recompondo, juntando os meus fragmentos. E ainda que muitas partes de mim continuem espalhadas por aí, a minha essência permanece a mesma.


 
 
 

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