Rua da Saudade
- Amanda Fraga
- 16 de out. de 2015
- 1 min de leitura
Atualizado: 9 de mar. de 2025
Uma homenagem à minha avó Celina, falecida em 2013.

Hoje, um dia aparentemente normal
É uma data que me remete à saudade.
Assim, vivo o presente
Disfarçando tamanha perversidade.
Aqui, na Rua da Saudade
Há muitas casas
Dos mais variados tipos:
Umas inauguradas
Outras, (in)acabadas
Muitas pintadas de todas as cores
E algumas repletas de dissabores. Podemos encontrar imagens e sons
Paisagens e pessoas difíceis de apagar.
Uma parte delas são obscuras
Mas não menos importantes
Para caracterizar este lugar. Há moradias que se destacam
E moradores que propagam
A ternura de se perder e de se encontrar
E acabam por encantar a todos
Com boas lembranças aonde quer que vá.
Por isso, presumo
Que do meu coração não fiz um lar
Mas venho construindo uma cidade inteira.
E nela encontra-se a Rua da Saudade
Onde guardo lembranças
De um amor de verdade.


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